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Nota Ligeira Central de ajuda

Glossário

Os termos técnicos e fiscais usados no sistema, em linguagem simples.

A

ADN

Ambiente de Dados Nacional: base oficial que distribui as notas e os parâmetros dos municípios.

O ADN guarda as NFS-e emitidas no país e as distribui às partes (por exemplo, as notas em que o cliente é tomador — as notas recebidas). Também publica os parâmetros de cada município aderente (alíquotas, regimes, retenções), que o sistema consulta.

Também chamado de: Ambiente de Dados Nacional

Fonte oficial: API de integração — NFS-e Nacional

Alíquota

Percentual do imposto aplicado sobre a base de cálculo.

Exemplo: ISS de 2% sobre R$ 1.000,00 dá R$ 20,00. A alíquota do ISS vem do município e do serviço; as das retenções federais vêm da legislação e do cadastro do serviço.

Também chamado de: percentual

Alíquota efetiva do Simples

Percentual real do Simples Nacional do cliente, calculado pela receita dos últimos 12 meses, usado como percentual aproximado de tributos.

A calculadora do perfil fiscal usa o Anexo, o RBT12 (receita bruta dos últimos 12 meses) e, no Anexo V, o fator r (folha ÷ RBT12, com 28% levando ao Anexo III): alíquota da faixa vezes o RBT12, menos a parcela a deduzir, dividido pelo RBT12. Vale até R$ 4,8 milhões. O resultado preenche o percentual da Lei 12.741; confira com o contador.

Também chamado de: calculadora do Simples, RBT12, fator r, percentual aproximado de tributos do Simples

Asaas

Instituição de pagamentos usada pelo sistema para gerar boleto, PIX e cobrança no cartão.

Nas Contas a receber, as cobranças dos tomadores são registradas na conta Asaas do cliente (a conta própria dele ou uma subconta criada pela plataforma) e o dinheiro cai direto nessa conta. O Asaas também é usado para cobrar a assinatura do sistema.

Também chamado de: conta Asaas

Assinatura do webhook (HMAC)

Código calculado com o segredo do webhook que prova que o aviso veio mesmo do emissor.

Cada entrega de webhook traz o cabeçalho x-webhook-signature, calculado com o segredo mostrado uma única vez na criação do webhook. O sistema que recebe refaz o cálculo e recusa o aviso se não bater. O detalhe técnico está na documentação da API.

Também chamado de: segredo do webhook, x-webhook-signature, HMAC

B

Base de cálculo

Valor sobre o qual o imposto é calculado.

Em geral é o valor do serviço menos as deduções e descontos permitidos. As alíquotas são aplicadas sobre ela.

Também chamado de: BC

Boleto

Documento de cobrança bancária pago pela linha digitável ou pelo código de barras.

Nas cobranças pelo Asaas, o boleto pode vir com um PIX junto, para o pagador escolher como pagar. A confirmação do pagamento por boleto pode levar alguns dias úteis.

Também chamado de: boleto bancário

C

Calculadora oficial (RFB/Serpro)

Calculadora de tributos sobre consumo da Receita Federal, que pode ser usada para calcular IBS e CBS.

O uso da calculadora é ligado conta a conta pela equipe da plataforma (Super Admin). Ligada, o sistema usa o componente oficial (versão Beta publicada pela Receita/Serpro) e guarda em cada nota a versão das tabelas usada. Desligada, ou se a calculadora estiver indisponível, o sistema faz o cálculo próprio pelas alíquotas da lei.

Também chamado de: calculadora RFB, calculadora da Receita

Fonte oficial: Documentação da calculadora

Cancelamento

Evento que anula uma NFS-e autorizada, com justificativa.

O cancelamento é um evento enviado à Sefin Nacional. Há prazos e situações em que o município não permite cancelar; nesses casos a alternativa é a substituição ou o pedido à prefeitura.

Também chamado de: cancelar nota

Carta de correção (CC-e)

Evento da NF-e que corrige dados que não mudam imposto, valor, quantidade, partes da operação nem a data.

Serve, por exemplo, para corrigir endereço de entrega, dados do transporte ou a descrição complementar. O texto tem de 15 a 1.000 caracteres e cada nova carta substitui a anterior (até 20 por nota). Não existe na NFC-e.

Também chamado de: CC-e, carta de correção eletrônica, CCe

cClassTrib

Código de classificação tributária do IBS/CBS do serviço.

Indica o tratamento do IBS/CBS (tributação integral, redução, isenção etc.). Fica no cadastro do serviço; o sistema sugere um código a partir do código do serviço e da NBS (dados abertos da calculadora oficial e Anexo VIII da LC 214/2025). A sugestão não é normativa: confirme com o contador.

Também chamado de: classificação tributária

Certificado digital A1

Arquivo (.pfx ou .p12, com senha) que identifica o CNPJ ou CPF e assina as notas.

A NFS-e Nacional exige que a DPS seja assinada com um certificado ICP-Brasil do emitente. O A1 é um arquivo instalado no sistema (o A3, em cartão ou token físico, não serve para emissão automática). Ele vence (normalmente em 1 ano): sem certificado válido o cliente não emite.

Também chamado de: certificado, e-CNPJ, e-CPF, A1

Fonte oficial: ICP-Brasil (ITI)

CEST

Código de 7 dígitos dos produtos sujeitos à substituição tributária do ICMS.

O Código Especificador da Substituição Tributária (Convênio ICMS 142/2018) identifica as mercadorias que podem ter ICMS-ST. Na NF-e, a operação com ICMS-ST exige o CEST do produto; sem ele a nota é rejeitada.

Também chamado de: Código Especificador da Substituição Tributária, código CEST

CFOP

Código Fiscal de Operações e Prestações: diz que tipo de operação é cada item da nota.

Tem 4 dígitos. O primeiro diz o destino da saída: 5 dentro do estado, 6 para outro estado, 7 para o exterior. Os outros dizem a natureza: por exemplo, 5102/6102 é venda de mercadoria comprada de terceiros e 5405 é venda com ICMS-ST já recolhido. Na NFC-e só alguns CFOP de venda dentro do estado são aceitos.

Também chamado de: código fiscal de operações, natureza da operação, 5102, 6102

Chave de acesso

Código numérico único (50 dígitos) que identifica uma NFS-e autorizada.

A chave de acesso é gerada na autorização da nota. Com ela você consulta a nota, baixa o XML/PDF, cancela ou substitui. No sistema, a tela de detalhe da nota usa a chave no endereço. A NF-e (mercadorias) também tem chave de acesso, com 44 dígitos.

Também chamado de: chave da nota

Ciência da operação

Manifestação que informa à SEFAZ que o destinatário sabe da NF-e; libera o XML completo da nota.

Não confirma nem nega a operação. Sem a ciência (ou outra manifestação que não seja o desconhecimento), a SEFAZ entrega só o resumo da NF-e. O prazo é de 10 dias da autorização da nota, e ela não é aceita depois de uma manifestação conclusiva. Pode ser registrada sozinha com a ciência automática do cliente.

Também chamado de: ciência, ciência automática

cIndOp

Código indicador da operação no IBS/CBS: informa, entre outras coisas, onde a operação é considerada realizada.

Faz parte da classificação do IBS/CBS do serviço, junto com o CST e o cClassTrib. O sistema pode sugerir o código a partir do serviço, mas a sugestão não é normativa: confirme com o contador.

Também chamado de: indicador de operação, código indicador da operação

Cliente (do escritório)

Empresa ou profissional que emite notas pelo sistema — o prestador do serviço.

No painel do escritório, "cliente" é quem EMITE a nota (o prestador). Cada cliente tem CNPJ/CPF, inscrição municipal, regime tributário, certificado e ambiente próprios. Não confunda com o tomador, que é quem recebe o serviço e a nota.

Também chamado de: empresa, prestador, emitente

Cliente ativo (da aba)

O cliente escolhido no filtro do topo, usado pelas telas que trabalham com um cliente por vez e pela emissão.

Cada aba do navegador guarda o seu cliente ativo. Ele aparece no filtro "Cliente:" do topo direito e em "Emitindo por" nas telas de emissão. Trocar o cliente ativo não troca a conta.

Também chamado de: filtro de cliente, cliente selecionado, emitente

CNC

Cadastro Nacional de Contribuintes da NFS-e: cadastro dos prestadores mantido pelos municípios no Sistema Nacional.

Cadastro dos prestadores mantido pelos municípios no Sistema Nacional da NFS-e. Quando o município não libera a emissão pelo cadastro da Receita, só emite quem ele habilitou no CNC, na data de competência da nota — o primeiro acesso ao Emissor Nacional não basta: é a prefeitura que inclui o prestador. Cada ambiente tem o seu CNC: o da produção restrita (homologação) é separado do de produção, então estar habilitado em um não habilita no outro. A inscrição municipal informada na nota é conferida contra esse cadastro.

Também chamado de: Cadastro Nacional de Contribuintes

Fonte oficial: Manual dos municípios — CNC (gov.br/nfse)

CNPJ

Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica: identifica empresas.

O sistema confere o dígito verificador do CNPJ nos cadastros. O CNPJ do cliente precisa ser o mesmo do certificado A1 usado para emitir.

Código de tributação municipal

Código que o município usa para o serviço, quando exige um desdobramento próprio.

Alguns municípios pedem, além do código nacional, um código municipal do serviço. Quando o município não exige, fica em branco. No sistema ele é configurado em Tributação municipal ou no serviço.

Também chamado de: cTribMun

Código de tributação nacional

Código de 6 dígitos do serviço na NFS-e Nacional, derivado do subitem da LC 116.

Formado por item, subitem e desdobramento nacional (ex.: 01.05.01). Escolher o código certo é o que define as regras de ISS e retenções aplicadas ao serviço. No sistema ele fica no cadastro do serviço.

Também chamado de: cTribNac, código do serviço, subitem

Fonte oficial: Documentação técnica da NFS-e

Código IBGE do município

Código de 7 dígitos que identifica cada município brasileiro na NFS-e.

A NFS-e Nacional identifica municípios pelo código do IBGE, não pelo nome. O sistema preenche o código sozinho quando você informa o CEP ou busca o CNPJ na Receita; confira o nome do município que aparece abaixo do campo.

Também chamado de: IBGE, código do município

Códigos de recuperação

Dez códigos de uso único, gerados ao ativar o MFA, para entrar se você perder o aplicativo autenticador.

Cada código vale uma vez só e tem o formato XXXX-XXXX-XXXX-XXXX. Eles aparecem apenas na ativação do MFA: guarde-os num cofre de senhas ou em papel, em local seguro. No login, use o link "Usar um código de recuperação" no lugar do código do aplicativo.

Também chamado de: códigos de backup, código de recuperação

Competência

Mês (ou data) a que o serviço se refere, para fins de imposto.

A competência define em qual período o imposto é apurado. Pode ser diferente da data de emissão (por exemplo, um serviço de setembro emitido no começo de outubro). Fechamentos e relatórios usam a competência ou a data de emissão, conforme a tela informa.

Também chamado de: mês de competência, período

Conta

O espaço de um escritório ou empresa no sistema, com seus clientes, pessoas, plano e notas.

Uma pessoa pode ter acesso a várias contas (por vínculos diferentes) e trocar entre elas no canto superior esquerdo. Os dados de uma conta nunca aparecem em outra.

Também chamado de: escritório, tenant

Conta a receber

Cobrança que o cliente faz ao tomador (boleto, PIX ou cartão) e que ainda pode ser paga, vencer ou ser cancelada.

Na tela Contas a receber, cada cobrança pode nascer de uma nota autorizada ou ser avulsa (antes da nota). O sistema acompanha a situação pelo Asaas: a receber, paga, vencida, cancelada, estornada ou com falha.

Também chamado de: cobrança, contas a receber, recebível

Contador (acesso de contador)

Pessoa de fora da conta que recebe acesso somente leitura às notas e aos fechamentos das empresas liberadas.

A empresa ou o escritório convida o contador; ele entra no portal do contador com o próprio login, vê as empresas liberadas em todas as contas que o convidaram e baixa os fechamentos, mas não emite, não cancela e não altera nada.

Também chamado de: contador, contabilidade externa, portal do contador

Contingência da NF-e

Forma de emitir a NF-e ou a NFC-e quando o autorizador da SEFAZ não está disponível.

Na NF-e: SVC (SEFAZ Virtual de Contingência, autorização na hora) ou EPEC (resumo registrado no Ambiente Nacional e a nota transmitida depois). Na NFC-e: off-line, com transmissão até o fim do 1º dia útil seguinte. A nota leva a data de entrada em contingência e a justificativa.

Também chamado de: contingência, tpEmis, emissão em contingência, NFC-e off-line

Convênio (adesão do município)

Acordo pelo qual o município adere ao Sistema Nacional da NFS-e e define como seus contribuintes emitem.

Ao se conveniar, o município assina o termo de adesão e parametriza o Sistema Nacional: se usa o Emissor Nacional, as alíquotas e se a emissão é validada pelo cadastro da Receita ou só pelo seu próprio cadastro de contribuintes, o CNC. Essa escolha vale por ambiente — o município pode liberar a emissão pelo cadastro da Receita em produção e exigir o CNC na produção restrita (homologação).

Também chamado de: convênio, adesão ao padrão nacional, termo de adesão

Fonte oficial: Como conveniar-se (gov.br/nfse)

Convite

E-mail com um link para a pessoa entrar numa conta como equipe, cliente do portal ou contador.

O convite vale por 7 dias. Reenviar gera um link novo e o anterior deixa de funcionar. Quem ainda não tem login cria a senha (ou usa o Google com o mesmo e-mail) ao aceitar; quem já tem login no emissor entra com a própria senha e ganha o acesso a mais uma conta, sem criar outro usuário.

Também chamado de: link de convite, aceitar convite

CPF

Cadastro de Pessoas Físicas: identifica pessoas.

Usado para tomadores pessoa física e para profissionais que emitem como pessoa física.

CPRB (contribuição previdenciária sobre a receita bruta)

Regime em que o prestador paga a contribuição previdenciária sobre a receita, e o INSS retido na nota cai para 3,5% até 31/12/2027.

No perfil fiscal do cliente do Lucro Presumido ou Lucro Real, marque que o prestador é optante pela CPRB. Até 31/12/2027, a retenção de INSS passa de 11% para 3,5% (Lei 12.546/2011, art. 7º, § 6º). De 2028 em diante volta a 11%, com um aviso. Confirme a opção do cliente com o contador.

Também chamado de: desoneração da folha, contribuição previdenciária sobre a receita bruta, INSS 3,5%

CRT (regime tributário do emitente)

Código do regime do emitente na NF-e: 1 Simples Nacional, 2 Simples com excesso de sublimite, 3 regime normal, 4 MEI.

Define como o ICMS de cada item é informado: no Simples Nacional (1) e no MEI (4) usa-se o CSOSN; no regime normal (3) e no Simples com excesso de sublimite (2), o CST. Informar o código do grupo errado faz a SEFAZ rejeitar a nota.

Também chamado de: código de regime tributário, regime do emitente

CSC (código de segurança do contribuinte)

Código secreto da NFC-e, gerado no portal da SEFAZ do estado, usado no QR Code versão 2.

Junto com o seu número de identificação (idCSC), o CSC entra no cálculo do QR Code impresso na NFC-e. É um segredo: o sistema guarda cifrado e nunca o mostra de novo, só o final. Na versão 3 do QR Code ele não é usado. Se vazar, gere outro no portal da SEFAZ e troque no cadastro do cliente.

Também chamado de: token da NFC-e, idCSC, código de segurança

CSOSN

Código de situação da operação no Simples Nacional: o "CST" do ICMS para Simples e MEI.

Os mais usados são 102 (tributada pelo Simples, sem crédito para o comprador), 101 (com crédito, informando o percentual do Simples), 500 (ICMS-ST já recolhido antes) e 201/202 (com cobrança do ICMS-ST). Empresa do Simples não destaca ICMS próprio na nota: ele é pago no DAS.

Também chamado de: código de situação da operação no Simples Nacional, CSOSN 102, CSOSN 101

CSRF

Contribuições retidas na fonte: PIS, COFINS e CSLL descontados juntos (4,65%) pelo tomador PJ.

Aplicam-se aos serviços listados no art. 30 da Lei 10.833/2003. Prestadores do Simples Nacional (e MEI) não sofrem essa retenção, e valores de até R$ 10,00 por nota são dispensados.

Também chamado de: PCC, PIS/COFINS/CSLL retidos

CST do ICMS

Código de situação tributária do ICMS para empresas do regime normal (ex.: 00 tributada, 10 com ST, 40 isenta, 60 ST já cobrada).

Cada código exige um conjunto de campos: o 00 pede base e alíquota; o 20, também a redução da base; o 10 e o 70 pedem os dados da substituição tributária; o 40, o 41 e o 60 não pedem base nem alíquota. Na nota, o CST vem precedido da origem da mercadoria. PIS, COFINS e IPI têm CST próprios, com outras tabelas.

Também chamado de: código de situação tributária, CST ICMS, situação tributária

D

DANFE

Documento auxiliar da NF-e: a representação impressa (PDF) da nota de mercadoria.

Não é a nota fiscal em si (a nota é o XML autorizado pela SEFAZ), mas acompanha a mercadoria e traz a chave de acesso em código de barras para consulta. Na NF-e é uma folha A4; na NFC-e é o DANFE NFC-e, em bobina de 80 mm com QR Code. Em homologação sai com "SEM VALOR FISCAL".

Também chamado de: DANFE NFC-e, PDF da NF-e, documento auxiliar

DANFSe

Documento Auxiliar da NFS-e: a versão em PDF da nota, para imprimir ou enviar ao tomador.

O DANFSe é só uma representação da NFS-e; o documento fiscal válido é o XML autorizado. O sistema gera o PDF no mesmo modelo do DANFSe do Sistema Nacional (versão 2.0), a partir do XML, com a chave de acesso e o QR Code para conferência no portal oficial.

Também chamado de: PDF da nota

Fonte oficial: Documentação técnica — Reforma Tributária (notas técnicas)

Dedução da base do ISS

Valor ou percentual que a lei permite abater do valor do serviço antes de calcular o ISS.

Usada em serviços em que a legislação admite reduzir a base de cálculo do ISS (por exemplo, materiais em alguns serviços de construção). Pode ser informada como percentual ou valor em reais, no cadastro do serviço ou numa regra serviço × tomador.

Também chamado de: dedução, redução da base

Denegação

Recusa da SEFAZ por irregularidade cadastral do emitente ou do destinatário; o número fica consumido.

Diferente da rejeição (erro no documento, que pode ser corrigido e reenviado com o mesmo número), a denegação é guardada pela SEFAZ e a nota não pode circular. O cliente precisa regularizar o cadastro no estado antes de emitir de novo.

Também chamado de: nota denegada, uso denegado

DF-e

Documentos fiscais eletrônicos distribuídos pelo ADN — aqui, as notas em que o cliente é tomador.

O sistema consulta periodicamente o ADN com o certificado do cliente e baixa as NFS-e emitidas contra ele (notas recebidas), seguindo a numeração NSU.

Também chamado de: documentos fiscais eletrônicos, notas recebidas

DIFAL

Diferença entre a alíquota interna do estado de destino e a interestadual, devida ao estado de destino.

Aparece na venda para consumidor final de outro estado (EC 87/2015 e LC 190/2022). Se o comprador não é contribuinte do ICMS, quem recolhe é o vendedor. Alguns estados calculam com base única e outros com base dupla.

Também chamado de: diferencial de alíquota, ICMS DIFAL, partilha do ICMS

DPS

Declaração de Prestação de Serviço: os dados da nota que o sistema assina e envia para virar NFS-e.

A DPS reúne prestador, tomador, serviço, valores e tributos. O sistema monta a DPS, assina com o certificado A1 do cliente e envia à Sefin Nacional. Se estiver tudo certo, a Sefin devolve a NFS-e autorizada; se não, devolve uma rejeição com o código do problema. Cada DPS tem série e número próprios.

Também chamado de: Declaração de Prestação de Serviço

Fonte oficial: Documentação técnica da NFS-e

E

Emissor Nacional

Sistema público do governo para emitir NFS-e no padrão nacional, que o sistema usa por meio da Sefin Nacional.

MEI e Simples Nacional emitem pelo padrão nacional em todos os municípios. Lucro Presumido e Lucro Real dependem de o município usar o Emissor Nacional: se ele mantém sistema próprio e só compartilha as notas com o ADN, a Sefin pode recusar a nota (E0016 ou E0084). Nesse caso o sistema avisa e pede a confirmação do cliente, sem bloquear. A informação vem da consulta ao convênio do município no ADN ou, se ela estiver fora do ar, da planilha oficial de municípios aderentes.

Também chamado de: emissor nacional de NFS-e, município sem Emissor Nacional, padrão nacional

EPEC

Evento Prévio de Emissão em Contingência: o resumo da NF-e registrado no Ambiente Nacional para imprimir o DANFE antes da autorização.

A NF-e sai com a forma de emissão 4 e o DANFE com o protocolo do EPEC; depois é transmitida à SEFAZ do estado com a mesma chave. EPEC pendente por mais de 168 horas bloqueia novos EPEC do emitente. Vedado no Paraná e na Paraíba.

Também chamado de: evento prévio de emissão em contingência

Escopo

Permissão específica de um token ou papel (ex.: nfse:write para emitir notas).

Escopos limitam o que cada acesso pode fazer. Leitura termina em :read, escrita em :write. Dê a um token só os escopos que a integração precisa.

Também chamado de: permissão, scope

Evento da NFS-e

Registro oficial ligado a uma nota já autorizada, como cancelamento ou substituição.

Eventos ficam vinculados à chave de acesso e aparecem no histórico da nota.

Excedente

Opção da conta que permite emitir acima da franquia, cobrando cada nota a mais.

Vem desativado em toda conta: ao atingir a franquia, a emissão é bloqueada até o fim do mês. Só o Dono ou um Administrador sem restrição de cliente ativa, em Plano e uso. Ativado, cada nota acima da franquia é cobrada no fechamento do mês pelo preço do plano. O teste grátis não tem excedente.

Também chamado de: notas excedentes, nota acima da franquia

Exigência de retenção do tomador

Retenção de IRRF, PIS/COFINS/CSLL ou INSS que um tomador específico faz em todos os serviços que paga ao cliente.

É gravada no cadastro do tomador (ou pela tela Regras por tomador) e vale para todos os serviços dele. Vence o cadastro do serviço, mas perde para uma regra serviço × tomador. Não é aplicada quando o prestador é do Simples ou MEI, quando o tomador é pessoa física ou quando o emitente é MEI ou pessoa física, e o aviso explica o motivo. O ISS retido segue a regra de substituto tributário do município.

Também chamado de: tomador retém impostos, regras por tomador, retenção exigida pelo tomador

Exigibilidade do ISS

Situação do ISS na nota: exigível (o normal) ou um caso especial, como isenção, imunidade, exportação ou suspensão.

A maioria dos serviços é exigível. As demais opções (não incidência, isenção, exportação, imunidade, suspensão por decisão judicial ou por processo administrativo) mudam ou zeram o ISS e só devem ser usadas quando houver base legal ou decisão que as justifique.

Também chamado de: exigibilidade

F

FCI (Ficha de Conteúdo de Importação)

Número, no formato 8-4-4-4-12, que identifica o conteúdo importado de um produto e vai na NF-e.

O contador gera a FCI no portal da SEFAZ para produtos importados ou com conteúdo importado (origens 3, 5 e 8). Em operação para outro estado com esses produtos, a FCI é obrigatória, e sem ela a nota pode ser rejeitada. Informe o número no cadastro do produto, em letras maiúsculas e números.

Também chamado de: Ficha de Conteúdo de Importação, nFCI, conteúdo de importação

FCP (Fundo de Combate à Pobreza)

Adicional de até 2 pontos percentuais no ICMS de alguns produtos, definido por cada estado.

Quando o estado cobra, o percentual do FCP é informado no produto e aparece separado na nota (também no ICMS-ST, como FCP-ST). Quais produtos pagam e quanto é definido pela lei de cada estado.

Também chamado de: fundo de combate à pobreza, FCP-ST

Fechamento mensal

Pacote do mês com as notas emitidas e recebidas, para a contabilidade.

O fechamento reúne XML, PDF e relatórios da competência, que podem ser baixados ou enviados ao contador.

Também chamado de: fechamento contábil

Franquia de notas

Quantidade de notas por mês incluída na mensalidade do plano.

A franquia é um número fixo de cada plano (por exemplo, 3.000 notas no Escritório 25), qualquer que seja o número de clientes ativos; só no Escritório 100 cada CNPJ adicional soma mais 100 notas. Ao atingir a franquia, a emissão para — a não ser que a conta tenha ativado o excedente. Você é avisado em 80% e em 100%.

Também chamado de: franquia, limite de notas

G

GTIN (código de barras)

Número do código de barras do produto (8, 12, 13 ou 14 dígitos), com dígito verificador.

Quando o produto tem código de barras, ele vai na nota (cEAN). Sem código de barras a nota sai com "SEM GTIN". O último dígito é calculado a partir dos outros, então um número digitado errado é recusado.

Também chamado de: EAN, código de barras, cEAN, SEM GTIN

H

Homologação

Ambiente de testes oficial (produção restrita): as notas emitidas nele não têm valor fiscal.

Use homologação para conferir o cadastro do cliente, o certificado e os valores antes de emitir de verdade. A nota passa pelas mesmas validações da produção, mas não vale como documento fiscal. Quando estiver tudo certo, troque o ambiente do cliente para produção.

Também chamado de: produção restrita, ambiente de testes

Fonte oficial: Documentação técnica — produção restrita

I

IBPT

Instituto que publica a tabela "De Olho no Imposto" com a carga aproximada de tributos por serviço.

O uso da tabela do IBPT exige cadastro próprio: cada cliente informa o token que recebeu no site do IBPT (o termo de uso não permite usar o token da plataforma em nome de terceiros). Sem token, o sistema usa os tributos destacados na nota.

Também chamado de: De Olho no Imposto

Fonte oficial: De Olho no Imposto (IBPT)

IBS e CBS

Novos tributos sobre consumo da Reforma Tributária: IBS (estados e municípios) e CBS (União).

Criados pela LC 214/2025, substituirão aos poucos ISS, ICMS, PIS e COFINS. Na fase de transição, a nota informa os valores calculados de IBS e CBS. O sistema calcula esses valores pelas alíquotas da lei; nas contas em que a equipe da plataforma ligou a calculadora oficial da Receita Federal, o cálculo é feito por ela.

Também chamado de: IBS, CBS, Reforma Tributária

Fonte oficial: Lei Complementar 214/2025

ICMS

Imposto estadual sobre a circulação de mercadorias, informado item a item na NF-e.

As alíquotas e as regras são de cada estado. Na venda para outro estado usa-se a alíquota interestadual (4%, 7% ou 12%). Pela Reforma Tributária, o ICMS diminui entre 2029 e 2032 e é extinto em 2033, substituído pelo IBS.

Também chamado de: imposto sobre circulação de mercadorias

ICMS-ST (substituição tributária)

ICMS das próximas etapas da venda, recolhido antecipadamente pelo vendedor.

Em alguns produtos (definidos pelo CEST e por acordos entre os estados), quem vende recolhe o ICMS que seria devido até o consumidor final. A base costuma ser o valor da venda acrescido da MVA. As regras e percentuais mudam por estado, por isso vêm do cadastro do produto, informados pelo contador.

Também chamado de: substituição tributária, ST, ICMS ST

ICP-Brasil

Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira: a cadeia oficial que emite certificados digitais válidos.

Só certificados emitidos por autoridades certificadoras credenciadas na ICP-Brasil são aceitos para assinar documentos fiscais. O sistema confere a cadeia do certificado no envio.

Fonte oficial: ICP-Brasil (ITI)

IN RFB 1.234/2012

Norma da Receita Federal sobre as retenções feitas por órgãos públicos federais ao pagar serviços.

Quando o tomador é órgão público federal, ele retém IR, CSLL, COFINS e PIS num percentual único que depende da natureza do serviço, com um código de receita próprio. No sistema, a natureza é escolhida no cadastro do serviço.

Também chamado de: IN 1.234, retenção de órgão público federal

Inscrição municipal

Número do cadastro do prestador na prefeitura do município onde está estabelecido.

Alguns municípios exigem a inscrição municipal na DPS. Se faltar ou estiver errada, a nota pode ser rejeitada. Confira no alvará ou no cadastro da prefeitura.

Também chamado de: IM, CCM

INSS retido

Retenção de 11% de INSS pelo tomador em cessão de mão de obra ou empreitada.

Só se aplica a serviços prestados por cessão de mão de obra ou empreitada (Lei 8.212/1991, art. 31). Serviços de software nunca têm essa retenção.

Também chamado de: retenção previdenciária

Intermediário

Terceiro que intermedeia o serviço entre prestador e tomador, quando houver.

É informado na nota só quando existe de fato uma intermediação (por exemplo, uma plataforma que intermedeia o serviço). Na maioria das notas fica em branco.

Inutilização de numeração

Registro interno que marca uma faixa de números de DPS como não usada, com motivo.

No padrão nacional da NFS-e não existe envio de inutilização à Sefin Nacional: o número da DPS é um controle do próprio emitente e um "buraco" na sequência não gera penalidade. No sistema, a inutilização é um registro auditável (quem, quando, faixa e motivo) que explica os números pulados.

Também chamado de: inutilizar faixa, inutilizar números

Inutilização de numeração (NF-e/NFC-e)

Pedido à SEFAZ para registrar que uma faixa de números da série não será usada.

Na NF-e e na NFC-e a numeração é controlada pela SEFAZ: um número pulado (por exemplo, a nota rejeitada que você desistiu de reenviar) deve ser inutilizado, com justificativa de 15 a 255 caracteres e até 10.000 números por pedido. Número de nota autorizada, cancelada ou denegada não pode ser inutilizado. É diferente da inutilização da NFS-e, que é só um registro interno.

Também chamado de: inutilizar NF-e, inutilizar NFC-e, inutilizar faixa

IRRF

Imposto de Renda Retido na Fonte: parte do IR descontada pelo tomador PJ no pagamento.

Para os serviços profissionais listados na legislação, a alíquota usual é 1,5%. Valores de até R$ 10,00 por nota são dispensados de retenção. Prestador do Simples Nacional ou MEI não sofre IRRF.

Também chamado de: imposto de renda retido

ISS

Imposto Sobre Serviços: imposto municipal cobrado sobre a prestação de serviços.

A alíquota do ISS depende do município e do serviço (entre 2% e 5%, regra geral). O município que cobra o imposto — o local de incidência — normalmente é o do prestador, com exceções previstas na LC 116/2003 (art. 3º).

Também chamado de: ISSQN, imposto sobre serviços

Fonte oficial: Lei Complementar 116/2003

ISS retido

Quando o tomador desconta o ISS do pagamento e recolhe ele mesmo à prefeitura.

Na retenção, o tomador é o responsável pelo imposto (substituto tributário). Isso acontece em serviços listados no art. 6º, § 2º, II da LC 116/2003 quando o tomador é pessoa jurídica, ou quando a lei do município designa o tomador como substituto. A nota informa quem recolhe.

Também chamado de: retenção de ISS, substituição tributária do ISS

Fonte oficial: Lei Complementar 116/2003

L

LC 116/2003

Lei Complementar que define o ISS e traz a lista nacional de serviços (itens e subitens).

A lista anexa à LC 116 organiza os serviços em itens e subitens (ex.: 1.05 — licenciamento de software). O código de tributação nacional da nota parte desse subitem.

Também chamado de: lista de serviços, Lei Complementar 116

Fonte oficial: Lei Complementar 116/2003

Lei 12.741 (tributos aproximados)

Lei que manda informar na nota o valor aproximado dos tributos pagos pelo consumidor.

O sistema informa, por padrão, a soma dos tributos destacados na própria nota. Se o cliente configurar o próprio token do IBPT, passa a usar os percentuais do IBPT (De Olho no Imposto).

Também chamado de: De Olho no Imposto, carga tributária aproximada, Lei da Transparência

Fonte oficial: Lei 12.741/2012

Linha digitável

A sequência de números do boleto, usada para pagar sem ler o código de barras.

O pagador copia a linha digitável e cola no aplicativo do banco. Na tela Contas a receber, o botão Linha copia esse número.

Também chamado de: código do boleto

Login com Google

Forma de entrar no emissor usando a sua conta Google, em vez de digitar a senha.

O botão do Google só aparece quando a instalação tem esse recurso habilitado. Você pode criar a conta direto pelo Google ou vincular o Google a um login que já tem senha (em Segurança). Uma conta criada só pelo Google não tem senha até você definir uma — e a senha é necessária para ativar o MFA.

Também chamado de: entrar com Google, Google

Lucro Presumido

Regime em que o IR e a CSLL são calculados sobre uma margem de lucro presumida pela lei.

Empresas do Lucro Presumido destacam PIS e COFINS no regime cumulativo e estão sujeitas às retenções federais quando o tomador é pessoa jurídica.

Lucro Real

Regime em que o IR e a CSLL são calculados sobre o lucro contábil efetivo.

No Lucro Real, PIS e COFINS são em regra não cumulativos (1,65% e 7,6%), salvo receitas que a lei mantém no regime cumulativo — o cadastro fiscal do cliente tem essa opção.

M

Manifestação do destinatário

Resposta do destinatário de uma NF-e à SEFAZ: ciência, confirmação, desconhecimento ou operação não realizada.

A ciência da operação só diz que o cliente sabe que a nota existe. As outras três são conclusivas: confirmação (a operação aconteceu), desconhecimento (o cliente não reconhece a operação) e operação não realizada (combinada, mas não aconteceu; exige justificativa). A ciência vale até 10 dias da autorização e as conclusivas até 90 dias. É obrigatória para quem recebe combustíveis, e bebidas ou cigarros no atacado; para os demais é opcional.

Também chamado de: manifestar NF-e, confirmação da operação, desconhecimento da operação, operação não realizada, MD-e

MEI

Microempreendedor Individual: categoria do Simples Nacional com tributos fixos mensais.

O MEI emite NFS-e pelo padrão nacional como os demais, mas a nota do MEI não leva tributos federais: IRRF, CSRF ou INSS informados na nota são ignorados e o sistema avisa quais valores ficaram de fora.

Também chamado de: microempreendedor individual

MFA

Autenticação em dois fatores: além da senha, um código de 6 dígitos do aplicativo autenticador.

Protege a conta mesmo se a senha vazar. Algumas contas exigem MFA de todas as pessoas; Super Admin sempre precisa. Guarde os códigos de recuperação para não perder o acesso.

Também chamado de: 2FA, dois fatores, autenticador

Motor de tributação

Parte do sistema que calcula ISS, retenções e IBS/CBS de cada nota a partir dos cadastros.

O motor junta o regime do cliente, o serviço, o tomador, as regras configuradas e a legislação, e mostra de onde veio cada valor (a origem). Valores digitados na nota têm prioridade, seguidos da regra serviço × tomador, do serviço, do tomador, do regime e, por fim, do município/lei.

Também chamado de: cálculo automático de impostos

Município aderente

Município que aceita a emissão de NFS-e pelo padrão nacional (Sefin Nacional).

O cliente só consegue emitir pela Sefin Nacional se o município dele aderiu ao padrão nacional e está ativo no ambiente escolhido. Se o município ainda usa outro sistema, a Sefin rejeita a DPS. A lista e a situação de cada município ficam no portal oficial.

Também chamado de: município conveniado

Fonte oficial: Portal NFS-e (gov.br)

Município de incidência

Município que tem o direito de cobrar o ISS daquela nota.

Regra geral é o município do prestador; em alguns serviços (art. 3º da LC 116/2003) é o local da prestação ou o do tomador. O motor de tributação decide e mostra o motivo.

Também chamado de: local de incidência

Fonte oficial: Lei Complementar 116/2003

MVA (margem de valor agregado)

Percentual que estima quanto o preço sobe até o consumidor; serve para calcular a base do ICMS-ST.

A MVA original vem da legislação do estado de destino. Nas vendas para outro estado, ela é ajustada para compensar a diferença de alíquotas (MVA ajustada): o sistema faz o ajuste sozinho a partir da MVA original da regra do estado de destino, no regime normal. No Simples Nacional usa-se a MVA original, sem ajuste. Exemplo fictício: MVA original de 40% numa venda de R$ 1.000,00 dá base de ST de R$ 1.400,00 antes do ajuste.

Também chamado de: margem de valor agregado, MVA ajustada, IVA-ST

N

NBS

Nomenclatura Brasileira de Serviços: classificação do serviço usada no IBS/CBS e no IBPT.

A NBS é um código (ex.: 1.1502.10.00) exigido na nota a partir do novo leiaute da Reforma Tributária. Ela ajuda a definir a classificação do IBS/CBS (cClassTrib) e a carga aproximada de tributos do IBPT.

Também chamado de: Nomenclatura Brasileira de Serviços

NCM

Código de 8 dígitos que classifica a mercadoria (Nomenclatura Comum do Mercosul).

É a base para descobrir alíquotas e regras do produto: IPI (tabela TIPI), substituição tributária, PIS/COFINS monofásico e benefícios. Um NCM errado gera rejeição (NCM inexistente) ou imposto errado. Quem define o NCM de cada produto é a empresa com o contador.

Também chamado de: Nomenclatura Comum do Mercosul, classificação fiscal, código NCM, TIPI

NF-e (modelo 55)

Nota fiscal eletrônica de mercadorias (modelo 55), autorizada pela SEFAZ do estado do emitente.

Diferente da NFS-e (serviços), a NF-e documenta venda e circulação de mercadorias. Quando o cliente é o destinatário de uma NF-e, ela pode ser buscada na Distribuição DF-e da SEFAZ com o certificado do cliente e aparece em Notas recebidas, na aba NF-e. Com o recurso liberado para a conta, o sistema também emite NF-e e NFC-e, pelo menu NF-e e NFC-e.

Também chamado de: NF-e, nota de mercadoria, modelo 55, NFe

NFC-e (modelo 65)

Nota fiscal de consumidor eletrônica: a nota do varejo, emitida na hora da venda ao consumidor final.

Substitui o cupom fiscal. Sai sempre para consumidor final dentro do estado, com pagamento informado e um QR Code impresso no DANFE NFC-e (bobina de 80 mm) para o consumidor conferir a nota na SEFAZ. O consumidor pode ficar sem identificação até o limite definido pelo estado. Não existe carta de correção na NFC-e.

Também chamado de: NFC-e, NFCe, nota de consumidor, modelo 65, cupom fiscal eletrônico

NFS-e

Nota Fiscal de Serviço eletrônica: o documento fiscal que comprova a prestação de um serviço.

No padrão nacional, a NFS-e é gerada pela Sefin Nacional a partir da DPS enviada pelo emitente. Depois de autorizada, ela tem uma chave de acesso, pode ser consultada no portal oficial e só pode ser alterada por cancelamento ou substituição.

Também chamado de: nota fiscal de serviço, nota, NFS-e Nacional

Fonte oficial: Portal NFS-e (gov.br)

NSU

Número Sequencial Único: a posição de cada documento na fila de distribuição (ADN, nas NFS-e; SEFAZ, nas NF-e).

O sistema guarda o último NSU lido de cada cliente para continuar a busca de onde parou. As NF-e recebidas têm um NSU próprio, do Ambiente Nacional da NF-e (SEFAZ), separado do NSU das NFS-e.

O

Origem da mercadoria

Dígito de 0 a 8 que diz se a mercadoria é nacional ou importada (e quanto de conteúdo importado tem).

Vai na frente do CST do ICMS. 0 é nacional; 1, 2, 6 e 7 são estrangeiras; 3, 5 e 8 são nacionais com parte importada; 4 é nacional produzida pelo processo produtivo básico. Mercadoria importada ou com mais de 40% de conteúdo importado usa a alíquota interestadual de 4%.

Também chamado de: origem, orig, mercadoria importada

Origem do valor

Etiqueta que mostra de onde o motor tirou cada valor da nota: serviço, tomador, regime, município, lei etc.

Na emissão pelos cadastros, cada valor calculado aparece com uma etiqueta (Nota, Regra do par, Serviço, Tomador, Cliente, Regime, Município, Lei, Calculado, Dispensa, Sugestão ou Ajustado). Ao parar o mouse sobre a etiqueta, aparece o fundamento, a base e a alíquota usadas.

Também chamado de: origem, memória de cálculo

P

Pacote do fechamento

Arquivo ZIP do mês com a planilha e os arquivos das notas de uma empresa.

Gerado a partir das notas da competência: pode trazer o resumo, as planilhas (CSV) das notas emitidas e recebidas e o XML e o PDF de cada nota, conforme o que foi configurado no envio.

Também chamado de: ZIP do fechamento, pacote completo

Papel

Conjunto de permissões de uma pessoa da equipe: Dono, Administrador, Operador fiscal, Integrador ou Auditor.

O papel define o que a pessoa da equipe pode ver e fazer na conta. O Dono pode tudo; o Administrador gerencia quase tudo, menos o que é exclusivo do dono; o Operador fiscal emite e cancela notas; o Integrador é pensado para uso via API; o Auditor só consulta. Clientes do portal e contadores não têm papel de equipe: o acesso deles é definido pelo tipo de vínculo.

Também chamado de: perfil de acesso, função, permissão

Pedido de nota

Solicitação de emissão feita pelo cliente no portal, que o escritório revisa e emite.

O cliente informa tomador, serviço e valor; o escritório confere, ajusta se preciso e emite — ou recusa com motivo.

Também chamado de: solicitação de nota

Pendência de tributação

Dado que falta para o motor calcular a nota; enquanto existir, o botão de emitir fica bloqueado.

Exemplos: serviço sem alíquota de ISS (nem no cadastro nem no município), tomador órgão público sem a natureza da retenção informada, ou competência de um ano cuja alíquota de CBS ainda não foi publicada. A tela mostra a mensagem e, quando possível, um link para corrigir o cadastro.

Também chamado de: pendência do motor, Resolva antes de emitir

Período de teste

Dias de uso grátis de uma conta nova, sem cartão, antes de escolher um plano.

Toda conta nova começa no plano de teste, com a quantidade de dias definida no plano. Quando o teste termina, é preciso escolher um plano para continuar emitindo. O Super Admin pode estender o teste de uma conta.

Também chamado de: teste grátis, trial

PIX

Pagamento instantâneo do Banco Central, feito por QR Code ou pelo código PIX copia e cola.

Nas cobranças pelo Asaas, o sistema mostra o PIX copia e cola para você enviar ao tomador. O pagamento costuma ser confirmado em instantes.

Também chamado de: PIX copia e cola, QR Code PIX

Portal do cliente

Área onde o cliente do escritório vê as próprias notas, pede notas e acompanha fechamentos.

O cliente entra com login próprio (convite do escritório) e só vê as empresas liberadas para ele.

Também chamado de: portal

Premissa fiscal

Regra adotada pelo sistema por prática de mercado, ainda sem revisão de contador.

Quando a legislação deixa margem de interpretação, o motor usa um padrão (as premissas P1 a P21). Toda nota que usa uma delas mostra o aviso "premissa sem revisão de contador". Todas podem ser ajustadas nos cadastros.

Também chamado de: premissas

Prestador

Quem presta o serviço e emite a nota. No sistema, é o cliente do escritório.

O prestador é o emitente da NFS-e. Os dados dele (CNPJ/CPF, inscrição municipal, regime) vêm do cadastro do cliente.

Também chamado de: emitente

Produção

Ambiente oficial: as notas emitidas nele têm valor fiscal.

Em produção a nota autorizada vale como documento fiscal e só pode ser desfeita por cancelamento (dentro das regras do município e do padrão nacional) ou substituição.

Também chamado de: ambiente de produção

Pronto para emitir

Checklist do cliente que mostra o que falta para emitir sem rejeição: certificado, Receita, município, numeração e outros.

Quadro do detalhe do cliente que confere, em uma verificação, os itens que mais causam rejeição na Sefin Nacional. Itens em vermelho (erro) impedem a emissão; itens em amarelo (aviso) não impedem, mas merecem conferência; itens em cinza não puderam ser verificados naquele momento.

Também chamado de: prontidão, checklist de emissão

R

Regime de apuração do Simples

Diz se os tributos federais e o ISS do optante do Simples são recolhidos pelo Simples (DAS) ou por fora.

Informação obrigatória na nota do prestador optante do Simples Nacional. Opção 1: tributos federais e municipal pelo Simples; opção 2: ISS fora do Simples; opção 3: federais e municipal fora do Simples. Sem essa informação a nota é rejeitada.

Também chamado de: apuração do Simples, regApTribSN

Regime especial do ISS

Tratamento especial do ISS do prestador, como sociedade de profissionais, profissional autônomo ou estimativa, cadastrado no perfil fiscal.

Com regime especial, a NFS-e sai sem alíquota, base de cálculo e valor de ISS, e sem ISS retido, porque o município apura o imposto (em geral um valor fixo ou estimado). O sistema não calcula esse valor, só avisa. Na sociedade de profissionais informa-se o número de profissionais habilitados. Não vale para MEI nem para o Simples apurado integralmente pelo Simples. Alguns municípios não admitem certos regimes (E0177 e E0178).

Também chamado de: regEspTrib, sociedade de profissionais, ISS fixo, ISS estimado, regime especial de tributação

Regime tributário

Forma como o prestador apura os impostos: Simples Nacional, MEI, Lucro Presumido ou Lucro Real.

O regime muda quais tributos aparecem na nota e quais retenções valem. Ele é informado no cadastro fiscal do cliente, com data de início (vigência). Regime errado causa valores errados e rejeições.

Também chamado de: regime de tributação

Regra de emissão automática

Agendamento que emite uma NFS-e sozinho, com tomador, serviço, valor e periodicidade definidos.

A regra pode ser mensal, semanal ou de uma única vez, num horário de Brasília. Cada execução passa pelo motor de tributação na competência do dia e fica no histórico, com o número da nota ou o motivo da rejeição. A regra pode ser pausada (reversível) ou encerrada (definitivo).

Também chamado de: agendamento, emissão recorrente, nota recorrente

Regra serviço × tomador

Ajuste da tributação de um serviço quando ele é prestado a um tomador específico.

Vale só para aquele par serviço + tomador e vence o que está no cadastro do serviço e do tomador. Exemplo típico: um tomador que exige retenção de IRRF de 1,5% num serviço que, por padrão, não tem retenção federal. Só perde para um ajuste feito na própria nota.

Também chamado de: regra do par, regras por tomador

Rejeição

Recusa da DPS pela Sefin Nacional, com um código que explica o problema.

Uma DPS rejeitada não vira nota. O sistema mostra o código (ex.: E0084) e a explicação; cada código tem uma página própria na documentação. Corrija o dado e envie de novo.

Também chamado de: nota rejeitada, erro da Sefin

Restrição por cliente

Limita o acesso de uma pessoa, contador ou token de API a alguns clientes da conta, em vez de todos.

Sem restrição, o acesso vale para "Todos os clientes (atuais e futuros)". Com restrição, a pessoa só vê e trabalha com os clientes selecionados. Quem é restrito só consegue convidar pessoas e criar tokens dentro da própria restrição.

Também chamado de: clientes selecionados, acesso restrito

Retenções federais

Tributos federais que o tomador pessoa jurídica desconta do pagamento: IRRF, CSRF (PIS/COFINS/CSLL) e INSS.

Se aplicam a certos serviços e tomadores. O motor de tributação decide pelas regras configuradas e pelas premissas adotadas; você pode ajustar por serviço, por tomador ou numa regra serviço × tomador.

Também chamado de: IRRF, CSRF, PIS/COFINS/CSLL retidos, INSS retido

S

Sefin Nacional

Serviço do governo que recebe a DPS, valida e autoriza a NFS-e no padrão nacional.

É a API oficial de emissão da NFS-e Nacional. O sistema conversa com ela em nome do cliente, usando o certificado A1 dele. Indisponibilidades e rejeições vêm de lá; o sistema mostra o código e a explicação.

Também chamado de: SEFIN, Sefin

Fonte oficial: Portal NFS-e (gov.br)

Série e número da DPS

Numeração própria de cada DPS do cliente: uma série (de 1 a 49999) e um número que só avança.

Cada DPS enviada à Sefin Nacional leva a série e o número no seu identificador. O par série + número não pode se repetir para o mesmo prestador: se o cliente já emitiu por outro sistema (inclusive o Emissor Nacional) na mesma série, continue a numeração a partir do próximo número livre, ou a nota é rejeitada por DPS repetida.

Também chamado de: série da DPS, numeração da DPS, próximo número da DPS

Sessão de suporte

Acesso temporário e somente leitura do Super Admin a uma conta, para atender um chamado.

A sessão de suporte dura até 30 minutos, não permite alterar nada e fica registrada na auditoria da conta com o motivo informado. Durante a sessão, uma faixa amarela no topo mostra o nome da conta e o tempo restante.

Também chamado de: modo suporte, acesso de suporte

Simples Nacional

Regime simplificado para micro e pequenas empresas (LC 123/2006), com recolhimento unificado.

No Simples, ISS, PIS, COFINS e outros tributos são pagos numa guia única (DAS). Por isso, na nota, alguns grupos de tributos são omitidos e algumas retenções federais não se aplicam.

Também chamado de: Simples

Fonte oficial: Lei Complementar 123/2006

Subconta Asaas

Conta de recebimento criada no Asaas pela plataforma, para o cliente cobrar os tomadores em Contas a receber.

O cliente pode usar a própria conta Asaas ou uma subconta criada pelo sistema. Como cada subconta criada gera uma taxa para a plataforma, a criação depende de liberação do Super Admin, conta a conta.

Também chamado de: subconta

Substituição

Emissão de uma nova NFS-e que substitui uma nota anterior com erro.

A nota nova referencia a anterior, que fica com a situação "substituída". Use quando é preciso corrigir dados da nota sem simplesmente cancelá-la.

Também chamado de: nota substituta, substituir nota

Super Admin

Administrador da plataforma (equipe da Digla), que gerencia contas e planos.

O Super Admin vê as telas de Plataforma. Pode abrir uma sessão de suporte, somente leitura e com prazo, numa conta de cliente.

Também chamado de: administrador da plataforma

SVC (SEFAZ Virtual de Contingência)

Ambiente que autoriza a NF-e quando a SEFAZ do estado está fora, se ela o ativar.

Há duas: SVC-AN (Receita Federal) e SVC-RS (Rio Grande do Sul); cada estado usa uma delas. A NF-e emitida na SVC tem a forma de emissão 6 ou 7 e não precisa ser transmitida de novo à SEFAZ do estado.

Também chamado de: SVC-AN, SVC-RS, SEFAZ virtual de contingência

T

Token de API

Chave secreta que permite a outro sistema emitir e consultar notas pela API, sem login de pessoa.

O token é mostrado uma única vez ao ser criado. Ele tem escopos (o que pode fazer) e pode ser restrito a alguns clientes. Guarde-o como uma senha; se vazar, revogue e crie outro.

Também chamado de: chave de API, token

Tomador

Quem contrata e recebe o serviço — a pessoa ou empresa para quem a nota é emitida.

O tomador pode ser pessoa física (CPF), pessoa jurídica (CNPJ) ou do exterior. Algumas regras de impostos dependem dele: por exemplo, se é órgão público, se retém ISS ou se é do Simples Nacional.

Também chamado de: cliente final, contratante

Trilha de auditoria

Registro das ações importantes feitas na conta: quem fez, o quê, quando e em qual registro.

Cada evento é encadeado ao anterior, o que permite detectar se algum foi apagado ou alterado. A trilha não guarda senhas, chaves nem outros segredos. Pode ser lida na tela Auditoria ou pela API, com o escopo audit:read.

Também chamado de: auditoria, log de auditoria

V

Valor líquido

Quanto o prestador efetivamente recebe: valor do serviço menos retenções e descontos.

Se o tomador retém ISS, IRRF, CSRF ou INSS, esses valores saem do pagamento. O valor líquido é o que deve ser cobrado do tomador.

Também chamado de: líquido a receber

Valor líquido estimado

Prévia, no pedido de nota, do valor que sobra depois das retenções; o escritório confirma na emissão.

Calculado com as mesmas regras da emissão, a partir do tomador e do serviço cadastrados e do valor informado. Não é o valor final: o escritório pode ajustar os impostos ao emitir.

Também chamado de: estimativa do pedido

Vigência

Período em que uma regra ou um regime vale: tem um início e, quando encerrado, um fim.

O regime tributário do cliente é guardado por vigência: o sistema usa, em cada nota, o regime que valia na competência daquela nota. Assim, uma nota de um mês antigo (emitida em atraso ou substituída) sai com o regime correto, mesmo que o cliente tenha mudado de regime depois.

Também chamado de: vigências, período de vigência

Vínculo

Ligação de uma pessoa com uma conta, com um tipo: equipe, cliente (portal) ou contador.

O tipo do vínculo decide o que a pessoa vê: a equipe usa o painel do escritório; o cliente usa o portal do cliente; o contador tem acesso somente leitura às empresas liberadas.

Também chamado de: acesso

W

Webhook

Aviso automático que o sistema envia para um endereço seu quando algo acontece (ex.: nota autorizada).

O sistema faz uma requisição HTTPS para a URL cadastrada, com uma assinatura para você conferir a origem. Útil para integrar sem ficar consultando a API.

Também chamado de: notificação HTTP, callback

X

XML da nota

Arquivo oficial da NFS-e, no formato do sistema nacional; é ele que vale como documento fiscal.

O XML traz todos os dados da nota assinados digitalmente. O DANFSe (PDF) é só a representação para leitura. Guarde o XML: é o arquivo que a contabilidade e a fiscalização usam.

Também chamado de: XML, arquivo XML